Uma das quatro virtudes cardinais com que fomos presenteados aquando da nossa criação é a prudência. A importância da prudência é tal que a mitologia grega dedicou-lhe uma deusa, e não uma deusa qualquer, ela é Métis, primeira mulher de Zeus, e por consequinte uma deusa titânica. Findo este interlúdio que não foi mais que o mais puro serviço público a que este blog também se dedica, vamos então ao cerne da questão...
A vida deverá ser levada com cuidado, é demasiado longa para arriscarmos em imprudências que nos poderão custar o pleno gozo deste tempo que andamos por aqui.
E amar? Poderemos amar verdadeiramente se formos prudentes? Se a opinião deste vosso estimado escriba contar para alguma coisa, acho que não. O amor tem algo de imprudente, algo de risco que não pode ser calculado. Miguel Esteves Cardoso escreveu um dia que a vida é simples e fácil de perder, mas o amor é fodido. É a isto que me refiro, à complexidade do amor que requer imprudência.
Estimado leitor (e leitora), aconselho a amar imprudentemente. Só assim poderão dizer a alguém que a amaram a vida inteira. Ainda que não tenha passado a vida inteira...
Estimado leitor (e leitora), aconselho a amar imprudentemente. Só assim poderão dizer a alguém que a amaram a vida inteira. Ainda que não tenha passado a vida inteira...
(*) in Just Around the Riverbend, Alan Menken and Stephen Schwartz, BSO Pocahontas
Sim tem que se amar de uma forma "imprudente"...n tenho duvidas...
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