segunda-feira, 22 de outubro de 2012

"To be safe, we lose our chance of ever knowing what's around the riverbend" (*)

Uma das quatro virtudes cardinais com que fomos presenteados aquando da nossa criação é a prudência.  A importância da prudência é tal que a mitologia grega dedicou-lhe uma deusa, e não uma deusa qualquer, ela é Métis, primeira mulher de Zeus, e por consequinte uma deusa titânica.  Findo este interlúdio que não foi mais que o mais puro serviço público a que este blog também se dedica, vamos então ao cerne da questão...
A vida deverá ser levada com cuidado, é demasiado longa para arriscarmos em imprudências que nos poderão custar o pleno gozo deste tempo que andamos por aqui.
E amar?  Poderemos amar verdadeiramente se formos prudentes?  Se a opinião deste vosso estimado escriba contar para alguma coisa, acho que não.  O amor tem algo de imprudente, algo de risco que não pode ser calculado.  Miguel Esteves Cardoso escreveu um dia que a vida é simples e fácil de perder, mas o amor é fodido.  É a isto que me refiro, à complexidade do amor que requer imprudência.  
Estimado leitor (e leitora), aconselho a amar imprudentemente.  Só assim poderão dizer a alguém que a amaram a vida inteira.  Ainda que não tenha passado a vida inteira...

(*) in Just Around the Riverbend,  Alan Menken and Stephen Schwartz, BSO Pocahontas

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