O clipe está para o stationary como o menino que chora está para a arte. Ambos são sobejamente conhecidos, ao contrário dos autores, esquecidos no silêncio do passado. O clipe é sinal de attachment (ao contrário d'o menino, que é sinal de puro mau gosto), de qualquer coisa agarrada, anexada. Este bocado de ferro dobrado podia ser invenção de portugueses: é um autêntico canivete suiço do desenrascanço, tudo fica assim a modos que a funcionar com o uso de um clipe. É a-peça-que-faz-a-função-da-peça que nos esquecemos de colocar porque estávamos demasiados distraídos a criar algo de grandioso. E mesmo em pleno século XXI, no auge da eletrónica e do desenvolvimento, o modesto clipe tem o seu lugar no palco... Amanhã, dia 12, será anunciado o que para muitos é a Bimby dos telemóveis, o iPhone 5 (aka pisa-papeis). Para os fanáticos, quem tem um iPhone tem tudo, tem o pináculo do desenvolvimento eletrónico e informático. Para os outros, céticos como eu, chega a altura de perguntar: o que seria dos donos do iPhone sem um clipe?...
(*) in F*ck you, Cee Lo Green
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ahahah do melhor... Eu tenho um iphone há alguns anos, apesar de gostar não sou de todo fanática! E essa do clipe é demais...o primeiro IPHONE que tive lembro-me que foi uma carga de trabalhos para o colocar a funcionar (eu que sou uma preguiçosa, não fanatica e como tal sabia zero desta linda invenção...) e por fim a luz fez-se na ponta do de um clipe!!! :)
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