Dezembro de 2012. Esqueçam as compras de Natal porque parece que o mundo vai acabar. Rios de tinta e vários livros depois concluem que os Maias estavam certos, e que a 21 de Dezembro isto vai tudo pelos ares. No outro dia o meu filho, temerário como é, perguntou-me se o mundo iria realmente acabar. Eu, depois de uma pequena aula de historia das conquistas hispânicas e posterior dizimação dos Incas, Aztecas, Maias e outros que tais, perguntei-lhe: Achas mesmo que se eles adivinhassem o futuro não saberiam que os Espanhois vinham lá e os matavam a todos? Parece que aliviei os receios do rapaz com tal explicação lógica.
Estará portanto o estimado leitor descansado por saber de tal fato, e vai concerteza retomar as parcas compras de Natal, crise oblige, e comemorar mais um ano. Poderá retomar, mas escusa de estar descansado. O mundo não irá acabar agora, nem certamente em data a anunciar, e muito menos será desta a chegada do tão aguardado JC, mas nós iremos certamente acabar com o mundo. Na ânsia do progresso e do bem estar, inconscientemente ou não, vamos lentamente consumindo o mundo e não pensando que nos estamos a auto destruir. Não serão os Maias a predizer, nem um Apocalipse bíblico que nos matará. O que nos mata é este estilo de vida, os CFC, os inseticidas. O que nos mata é o progresso, os alimentos transgénicos, os medicamentos mal administrados. E sim, o que também nos mata é mesmo o ar condicionado.
(*) in Livin' on the edge, Aerosmith
(*) in Livin' on the edge, Aerosmith
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